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Compulsão Alimentar: entre o Medo e a Mudança

  • Foto do escritor: Marcela Camargo
    Marcela Camargo
  • há 21 horas
  • 2 min de leitura


Às vezes, as pessoas imaginam que mudar a relação com a comida acontece de forma rápida e mágica. Que tratar compulsão alimentar se faz apenas com "dieta"...

Como se bastasse receber um plano alimentar e “seguir direitinho".

Mas, na prática, o caminho costuma ser muito mais mais profundo e longo.


Tenho uma paciente com compulsão alimentar que acompanho desde o ano passado. No início, ela viveu algo muito comum nesse processo: a ambivalência. Ou seja, uma parte dela queria mudar, queria se cuidar, queria melhorar a sua relação com a alimentação. Mas, outra parte ainda tinha medo, dúvidas, inseguranças, e queria desistir das consultas, pois no início não percebia que as mudanças estavam acontecendo. E isso faz parte.

Mesmo assim, ela ficou... E com o decorrer das consultas, os resultados ficaram mais evidentes e ela conseguiu perceber.


Ao longo de 3 meses fomos trabalhando coisas que, muitas vezes, ninguém ensina: perceber os sinais de fome e saciedade, entender que a comida tem vários papéis na nossa vida — e que nem sempre ela vai estar ali para dar prazer.

Muitas refeições do dia a dia simplesmente existem para nutrir o corpo, sustentar energia, cuidar da saúde.


Também olhamos para algo que influencia muito a alimentação: a rotina. Quando a vida está caótica, a forma de comer quase sempre reflete isso. Então fomos organizando horários, estruturando refeições ao longo do dia, ampliando o repertório alimentar.


Mas, talvez uma das partes mais importantes desse processo tenha sido outra: começamos a olhar para o prazer, e o significado que ele tinha, e como ele aparecia na alimentação.


Muitas pessoas acabam aprendendo ao longo da vida que a comida é a principal — ou a única — fonte de conforto, recompensa ou pausa. Então começamos a construir outras possibilidades: hobbies, momentos de descanso, pequenas atividades que tragam satisfação e bem-estar.


Não para tirar o prazer da comida. Mas para que ele não precise vir somente dela.


Trago esse exemplo porque processos de cuidado raramente são lineares, ou seja, o caminho pode trazer muitas angústias, desconfortos, dores que, muitas vezes, a pessoa não quer ou não consegue acessar. E isso exige acompanhamento especializado. Existem avanços, adaptações, momentos de ajuste e muitas angústias e desconfortos que são acolhidos no consultório. Não é um processo fácil e mágico como muitos colocam aqui na internet.


Mas, quando o trabalho é feito com tempo, escuta e consistência, as mudanças deixam de ser apenas sobre o que está no prato, e passam a transformar a forma como a pessoa vive, se organiza e se cuida.

E é aí que a relação com a comida realmente começa a mudar.


Nutricionista Marcela Camargo

Se você tem Compulsão Alimentar venha fazer tratamento nutricional comigo!


Marcela Camargo

Especialista em Transtornos Alimentares pela UNIFESP (compulsão alimentar, anorexia, TARE, bulimia)


Atendimentos: online e presencial

12 - 99672 6839

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